Zygoma Anatomy Guided Approach

O QUE SIGNIFICA ZAGA?

ZAGA, pelas siglas em inglês, significa “método (de implantes zigomáticos) pautado pela anatomia do paciente.” Isto significa que é a anatomia do paciente que direciona a técnica cirúrgica e não o inverso. Portanto, em vez de forçar a anatomia do paciente às nossas ferramentas e processos, nós adaptamos as nossas ferramentas e processos em função da anatomia do paciente.

A FILOSOFIA ZAGA

ZAGA, mais do que um método, é uma filosofia de trabalho que tem como foco o bem-estar do paciente. As características e necessidades individuais de cada paciente são os elementos principais no momento de construir/elaborar o plano de tratamento e os materiais ou implantes a serem utilizados. A filosofia ZAGA pretende assegurar o sucesso a longo prazo do tratamento da atrofia severa do maxilar através de próteses dentais ancoradas sobre implantes zigomáticos. A filosofia ZAGA pretende, além de maximizar o sucesso, evitar complicações em vez de tratá-las. Para atingir estes objetivos de forma estandardizada, a filosofia ZAGA é concretizada através da criação e uso de protocolos de atuação personalizados, contrastados e sistematizados.

AS TÉCNICAS EXTRA-SINUSAIS OU EXTRA-MAXILARES

1993
Publicação , 10 anos de experiência

Após anos de prática, compilados na sua publicação de 10 anos sobre a técnica original em 2005 e 2006, o Dr. Aparicio e a sua equipa dão a conhecer e publicam pela primeira vez vários trabalhos em revistas académicas internacionais de primeiro nível, nos quais partilham a sua nova técnica extra-sinusal ou extra-maxilar de colocação de implantes zigomáticos pela parte externa lateral do maxilar, evitando, assim, a entrada pelo paladar utilizada na técnica original. O objetivo da técnica extra-sinusal era evitar os dois inconvenientes da técnica original: complicações sinusais e próteses demasiado volumosas. Além disso, neste período, introduz-se o conceito de “carga imediata”, ao passar dos implantes regulares aos implantes zigomáticos. A primeira prótese é fixada e colocada durante o prazo de 24h após a cirurgia. Os princípios da carga imediata sobre implantes regulares foram estabelecidos em protocolos em 2002, após o primeiro Consenso Internacional de Carga Imediata, organizado pelos Drs. Lars Sennerby, Bo Rangert e Carlos Aparicio.

Em 2008 e 2009, o Dr. Aparicio e a sua equipa especializada publicaram os resultados gerados nos 3 anos de utilização da nova técnica extra-maxilar, provando que este método de colocação de implantes zigomáticos reduz o risco de infeções sinuais secundárias a comunicação do seio com a boca e melhora a prótese, o que coincide com resultados posteriores de outros autores como Migliorança RM, Malo P e Corvello PC na técnica exterior com carga imediata. No entanto, a equipa de Aparicio chama a atenção ao aparecimento de uma nova complicação resultante da aplicação sistemática da mesma técnica para todos os pacientes: a recessão da gengiva e exposição do implante zigomático, com possibilidade de contaminação bacteriana.

COMO SURGIU O MÉTODO ZAGA?

2005
Método ZAGA

O método ZAGA surgiu para poder oferecer aos pacientes que sofrem de atrofia maxilar extrema uma reabilitação fiável e a longo prazo, sem os efeitos colaterais da técnica original (complicações sinusais e próteses demasiado volumosas), nem as complicações típicas das técnicas exteriores, extra-maxilares ou extra-sinusais (deiscências gengivais e exposição do implante zigomático).
O método ZAGA foi descrito pelo Dr. Aparicio no seu livro “Zygomatic Implants. The Anatomy-Guided Approach” (ZAGA). Depois de estudos cirúrgico-anatómicos em série de pacientes reais, o Dr. Carlos Aparicio desenvolve a técnica extra-maxilar de implantes zigomáticos descrita pela sua própria equipa em 2005, evitando a recessão da gengiva e a falta de cobertura gengival do implante zigomático. Em 2011, com base numa classificação sistemática da anatomia maxilar, sugere um sistema de tratamento individualizado para cada pessoa, que tem como objetivo prevenir as complicações das técnicas anteriormente mencionadas, que utilizam uma cirurgia semelhante para todos os pacientes, denominada ZAGA.El método ZAGA fue descrito por el Dr. Aparicio en su libro “Zygomatic Implants. The Anatomy-Guided Approach” (ZAGA). Tras estudios quirúrgico-anatómicos seriados de pacientes reales, el Dr. Carlos Aparicio evoluciona la técnica extra-maxilar de implantes cigomáticos descrita por su propio grupo en 2005 evitando la recesión de la encía y la falta de cobertura gingival del implante cigomático. En 2011, basado en una clasificación sistemática de la anatomía maxilar, sugiere un sistema de tratamiento individualizado para cada persona que tiene como objetivo prevenir las complicaciones de las técnicas anteriormente citadas que utilizan una cirugía similar para todos los pacientes y al que llama ZAGA.

ZAGA: CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA?

Com o método ZAGA, é simplificada a cirurgia das técnicas convencionais para a colocação de implantes zigomáticos. A cirurgia ZAGA conserva mais estrutura óssea, é mais rápida e mais precisa. O uso do método ZAGA transforma a cirurgia tradicional ou os enxertos da anca num tratamento minimamente invasivo.

Devido à sua abordagem conservadora, respeita-se a integridade da parede maxilar na sua zona crítica do trajeto inicial do implante zigomático. Assim sendo, evitam-se as complicações sinusais frequentes com outros métodos. Ao contrário do que acontece com as técnicas tradicionais para a colocação de implantes zigomáticos, a prótese dental colocada com o método ZAGA ocupa um lugar natural na boca e as suas dimensiones são muito parecidas com as dos dentes naturais, o que facilita a sua estética, manutenção e higiene.

IMPLANTES ZIGOMÁTICOS ZAGA

Após mais de 25 anos de experiência no uso de implantes zigomáticos e em colaboração com uma equipa de engenheiros, desenhamos os implantes zigomáticos ZAGA que integramos na nossa plataforma de soluções zigomáticas.
As suas dimensões reduzidas adaptam-se ao paciente, especialmente ao paciente de género feminino mais afetado pela atrofia, com uma qualidade muito superior à que até agora oferecia o mercado. A sua colocação necessita de uma cirurgia menos invasiva. A sua composição é muito mais compatível com o organismo, já que não tem elementos estranhos potencialmente prejudiciais, como o alumínio ou o vanádio. As suas formas são diferentes para que possam adequar-se à anatomia do paciente prevenindo complicações derivadas da sua colocação. A sua textura e desenho têm em conta a biologia e a função do entorno bucal. Os novos implantes zigomáticos fabricados em conformidade com a filosofia ZAGA são utilizados nos ZAGA Centers.

A TÉCNICA ORIGINAL

1900
Primeira Publicação Internacional

O Professor Doutor P-I Brånemark foi o inventor do implante zigomático. A técnica cirúrgica original para a colocação de um implante no osso zigomático baseia-se numa entrada através do céu da boca e um trajeto através do seio maxilar, o qual necessita de comprovação visual através da abertura de uma “janela” na parede anterior maxilar. Após a colocação do implante, procedia-se ao fecho completo da gengiva e à adaptação de uma dentadura removível. Após um período de 6 meses aproximadamente, abre-se novamente a gengiva e inicia-se o processo de fabricação da prótese fixa. A duração de tratamento na técnica original é de aproximadamente 8 meses. Em 1983, o Dr. Aparicio, juntamente com o seu mentor, o Professor Dr. P-I Brånemark, o Professor Eugene Keller (Mayo Clinic, Rochester, EUA) e o Dr. Jordi Olivé, apresentou o primeiro artigo internacional sobre a reparação de um grande defeito ósseo maxilar através de implantes zigomáticos. O artigo foi publicado na revista científica internacional Journal of Oral & Maxillofacial Implants.
Em 1998, a Dra. Malevez leciona o primeiro curso cirúrgico para o uso de implantes zigomáticos, explicando a técnica tradicional descrita pelo Prof P-I. Brånemark. Durante os anos seguintes, vários autores publicam repetidamente sobre a técnica original, entre os quais, sem sermos exaustivos, destacamos Agliardi EL, Al-Nawas B, Aparicio C, Bedrossian E, Bothur S, Boyes-Varley JG, Chow J, Corvello PC, Davo R, Duarte LR, Espósito M, Fazard P, Higuchi KW, Jensen O, Malevez C, Malo P, Migliorança RM, Nkenke E, Parel SM, Peñarrocha M, Pi Urgell J, Stella JP, Vrielinck L. .
O resumo dos resultados obtidos nestas publicações é que, em geral, verifica-se uma boa estabilidade do implante zigomático, o que favorece a firmeza da prótese a longo prazo. Contudo, existe um número indeterminado de pacientes associado a complicações de infeções de aparição tardia, tais como a comunicação boca-seios ou boca-nariz. Também é comum que, nestas fases iniciais da técnica cirúrgica, a prótese seja demasiado volumosa e ocasione problemas de espaço com a língua e dificuldades na manutenção da higiene.

O MÉTODO ZAGA

O método ZAGA é um conjunto de técnicas, materiais e protocolos de atuação para os diferentes profissionais envolvidos, que tem como objetivo otimizar, de forma sistemática, os resultados do tratamento da atrofia óssea maxilar extrema através de próteses dentais fixas ancoradas em implantes zigomáticos. O método baseia-se numa classificação sistemática das diferentes anatomias dos pacientes. A classificação ajuda a identificar a situação anatómica de cada paciente, o que permite adaptar o tratamento, os seus protocolos e materiais à sua realidade anatómica. Isto faz com que a cirurgia seja menos invasiva, menos problemática e mais bem-sucedida, o que aumenta drasticamente a taxa de sucesso do tratamento quando comparado aos tratamentos tradicionais.
Ao contrário do que acontece com as técnicas tradicionais de colocação de implantes zigomáticos, o método ZAGA reduz, praticamente a zero, a possibilidade de complicações infeciosas sinusais. O método tem como um dos objetivos principais evitar os problemas ou complicações relacionadas com a recessão da gengiva e a exposição do implante, típica dos sistemas denominados extra-maxilares ou extra-sinusais. A prótese dental colocada com o método ZAGA ocupa um espaço na boca semelhante ao dos dentes naturais, o que facilita uma construção mais estética e duradoura. Através do método ZAGA, podemos colocar num só dia dentes fixos na boca de pacientes que sofrem de atrofia maxilar extrema, sem enxertos ou necessidade de locais doadores.A diferencia de lo que ocurre con las técnicas tradicionales para la colocación de implantes cigomáticos, el método ZAGA reduce, hasta casi desaparecer, la posibilidad de complicaciones infecciosas sinusales. El método tiene como uno de sus objetivos prioritarios evitar los problemas o complicaciones relacionados con la recesión de la encía y exposición del implante típica de los sistemas llamados Extra-maxilares o Extra-sinusales. La prótesis dental colocada con el método ZAGA ocupa un lugar en la boca parecido a los dientes naturales, lo que facilita una construcción más estética y duradera. Siguiendo el método ZAGA, podremos colocar dientes fijos en un solo día, sin injertos o sitios donantes, en la boca de pacientes que sufren atrofia maxilar extrema.

COMO É A CIRURGIA COM A TÉCNICA ZAGA?

1 h
até a colocação dos dentes fixos

A cirurgia para a colocação de implantes zigomáticos de acordo com a técnica ZAGA minimiza a osteotomia maxilar, colocando o implante zigomático sem necessidade de abrir a “janela” no osso maxilar que as restantes técnicas exigem. Sem desperdiçar o osso da janela, maximizamos a área de contato do implante com o osso zigomático. Isto implica não só uma maior precisão da perfuração, como também uma selagem ótima da osteotomia sinusal e uma melhor estabilidade primária do implante.
Através da abordagem ZAGA, o paciente recebe um tratamento individualizado. O implante é colocado por meio de uma osteotomia minimamente invasiva, sempre respeitando o osso do paladar. A inserção do implante zigomático pode ser realizada tanto de forma exterior ao osso alveolar que protege o seio, como de forma mais intra-alveolar, em conformidade com a própria anatomia residual do maxilar do paciente. Graças a esta consideração, é possível conservar mais osso na área crítica perto da crista alveolar; consegue-se uma melhor manutenção da integridade da membrana de Schneider e um tecido mole mais saudável ao redor da cabeça do implante. Tudo isto se traduz numa melhor selagem, tanto óssea como do tecido mole, a nível da cabeça do implante. Quanto maior a selagem, menor a possibilidade de transmissão bacteriana.
Em sucessivas publicações, o método ZAGA demonstra os seus benefícios a longo prazo quando comparado com a técnica original. A filosofia ZAGA oferece a possibilidade de utilizar uma metodologia para sistematizar a colocação de implantes zigomáticos com resultados positivos, sem complicações a longo prazo, incluindo a colocação de dentes fixos mais estéticos e funcionais 24 horas após a cirurgia.