Colocação de Implantes Zigomáticos – Carga Precoce/Imediata e Como se Tornou o Padrão de Excelência

Colocação de Implantes Zigomáticos – Carga Precoce/Imediata e Como se Tornou o Padrão de Excelência

Colocação de Implantes Zigomáticos – Carga Precoce/Imediata e Como se Tornou o Padrão de Excelência

Todos os dentistas de implantes sabem que todos os pacientes que chegam com uma absorção severa da maxila será, provavelmente, um caso difícil. Na melhor das hipóteses, será um tratamento delicado e, na pior, o problema pode mesmo impedir, por completo, o uso de implantes dentários, devido a uma particular falta de suporte do osso, necessário para a integração do implante. Certamente existem várias opções de tratamento experimentadas e testadas que podem ajudar. Uma é o enxerto ósseo, enquanto que as outras envolvem a colocação de implantes zigomáticos.

Originalmente, o implante zigomático foi desenvolvido por Brånemark de formar a permitir a reabilitação de pacientes com deficiências extensas na zona maxilar. Estas podem ser causadas por tumores, deficiências congénitas, e/ou traumas. Em vez de se ancorar diretamente na mandíbula, o osso do arco zigomático (osso malar) é usado para ancorar um implante de longa fixação. Por ser denso, amplo e não atrofiar, o osso zigomático (osso malar) tem a capacidade de suportar com segurança um implante sem necessidade de enxerto ósseo.

Durante várias décadas após o seu desenvolvimento, o processo de implantação zigomática permitiu que médicos qualificados evitassem áreas da zona superior da boca através da colocação do implante no tecido ósseo mais forte e seguro do arco zigomático. Além disso, os resultados clínicos mostraram que este método funciona em muitos pacientes com problemas maxilares.

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Implantes Zigomáticos
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Taxa de Sobrevivência
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Meses de cicatrização

Num estudo, por exemplo, foi revelada uma taxa de sobrevivência de 98,4 % em 1143 casos de implantes zigomáticos após um acompanhamento com uma duração de 6 meses a 10 anos. Contudo, apesar destes impressionantes resultados, a verdade é que a maioria dos pacientes ainda tinha de passar por um período de cicatrização de 6 a 8 meses antes da carga.

 

A transformar tendências na colocação de implantes zigomáticos

Claro que, hoje em dia, a tendência é reduzir ou mesmo eliminar o período de cicatrização através de técnicas experimentadas e testadas de carga precoce ou imediata. Mas será que as experiências clínicas de carga imediata-precoce de implantes zigomáticos são igualmente impressionantes? As vantagens para o paciente são, a final, a aparência estética instantânea, mais a funcionalidade imediata com apenas um procedimento cirúrgico.

Vamos descobrir…

Em 2008, o Dr. Carlos Aparicio, líder no campo dos implantes zigomáticos, tinha acabado de concluir um experimento de 5 anos na carga precoce/imediata de implantes zigomáticos. Os resultados foram publicados, na altura, num artigo clínico. Este é o resumo desses resultados…

Foram colocados um total de 47 implantes zigomáticos Nobel Biocare e 129 implantes comuns em 25 pacientes. O objetivo do estudo era documentar as experiências destes pacientes durante um período de 2 a 5 anos. Todos os pacientes tinham edentulismo total ou parcial na maxila e todos os processos de implantes requeriam técnicas de carga precoce ou imediata.

19 dos 25 pacientes receberam cargas imediatas, enquanto que os restantes 6 pacientes foram reabilitados nos 5 dias seguintes. Por último, todos os pacientes foram aconselhados a fazer uma dieta leve durante 4 meses e foram realizados controlos pós-operatórios no primeiro, quarto e décimo segundo mês e, daí em diante, anualmente. Alguns pacientes foram acompanhados por 5 anos, mas todos foram monitorados durante um período mínimo de 2 anos.

Em cada acompanhamento, foram implementados processos para verificar a boa higiene oral, assim como avaliações minuciosas da estabilidade da prótese, saúde do tecido ósseo e sinais de complicações mecânicas. Adicionalmente, todas as pontes foram removidas após 1 ano para que os implantes pudessem ser adequada e rigorosamente verificados.

Quais foram, então, os resultados?

Imediatamente após o processo de implante, a maioria dos pacientes desenvolveu algum grau de inchaço e dor pós-operatórios, o que foi considerado controlável através de analgésicos não sujeitos a receita médica. Em todos os casos, isto foi considerado normal. Depois de 2 anos de consultas de acompanhamento, verificou-se que todos os implantes zigomáticos e comuns estavam a funcionar normalmente e permaneciam estáveis e resistentes, contribuindo, assim, para uma impressionante taxa cumulativa de sobrevivência (TCS) de 100%. O mesmo se verificou nos restantes pacientes que foram acompanhados durante 4 anos. Foi apenas depois de 52 meses que um implante comum colocado na lâmina pterigoide falhou, baixando a TCS total para 99.2%.

Taxa Cumulativa de Sobrevivência

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24 meses
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48 meses
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52 meses

Contudo, foram observadas algumas complicações mecânicas. Dentes anteriores fraturados em 5 pacientes com pontes de resina metálica e porcelana metálica. Além disso, um parafuso de reforço de um implante zigomático fraturou-se depois de 3 anos de uso num paciente em específico. Ainda assim, sendo que apenas um implante comum e nenhum implante zigomático se perdeu num período de até 5 anos, estes resultados estão em total conformidade com outros resultados clínicos.

Bedrossian et al, por exemplo, relataram zero perdas em 28 implantes zigomáticos e em 55 implantes de rotina em 15 pacientes durante um período de 12 meses. Enquanto que Davo et al não relataram qualquer perda em 36 implantes zigomáticos mas registaram 3 perdas em 68 implantes convencionais durante um período de acompanhamento de 29 meses.

Ainda que todos os estudos sejam investigações de relativamente curto prazo, os sinais mostram que a carga imediata é uma modalidade de tratamento viável em casos em que os implantes zigomáticos são necessários. De facto, de acordo com a Fundação para a Reabilitação Oral (FRO), esta modalidade de tratamento deveria ser a forma de tratamento padrão em vez da exceção.

E, então, qual é o caminho a partir daqui? O futuro do implante Zigo é brilhante!

As empresas estão, no momento, a desenvolver ferramentas tais como guias cirúrgicos especialistas e sistemas de navegação para que a colocação de implantes zigomáticos possa tornar-se mais fácil. Isto permitirá que as práticas façam a transição da anestesia geral para anestesia local durante o processo (em alguns casos) num período, apenas, de duas horas. Adicionalmente, melhorias na abordagem pautada pela anatomia dos implantes zigomáticos, incluindo um novo e melhorado design de implante zigomático, tornam a cirurgia menos invasiva, menos problemática e, em geral, mais bem-sucedida, assim, aumentando ainda mais a taxa de sucesso de implantes.

Conclusão

Até há pouco tempo, a implantação zigomática era vista como uma opção complexa e arriscada para pacientes edêntulos ou parcialmente edêntulos, mas em aproximadamente uma década, graças à dedicação de certos especialistas, não só se tornou a melhor opção para alguns pacientes, assim como a opção mais desejada.